Barbas e bigodes fazem crescer o mercado de cosmética masculina
Boas perspetivas para o mercado de produtos de grooming, ou cosmética masculina. Os últimos estudos predizem que este setor seguirá dando benefícios nos próximos anos.
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Segundo a consultora Euromonitor International, o mercado global de cosmética masculina cresceu 6,8% durante o ano de 2016. Ou seja, passou de 47 mil milhões de dólares a 50 mil, em apenas 12 meses. O crescimento observou-se, especialmente, nos consumidores de mercados emergentes, como o Médio Oriente e África (12,7%), América Latina (11,1%) e Ásia-Pacífico (8,2%). Na Europa Ocidental, o mercado masculino aumentou 2,2%, uma taxa ligeiramente abaixo dos 2,5% previstos na zona.
Cosmética masculina, um bom negócio
Quais os fatores que têm contribuído, ou ainda o fazem, para este crescimento contínuo na compra de cosmética masculina? Retrocedamos no tempo para entender melhor as repercussões deste fenómeno social que consiste em deixar a barba e bigode crescerem, como faziam os nossos antepassados. Segundo a consultora Mintel, a categoria de artigos de cosmética masculina experienciou um ligeiro retrocesso durante o ano de 2015, no Reino Unido. Naquela altura, ainda custava aos homens britânicos assimilar e aprovar os benefícios dos cosméticos com SPF, ou propriedades exfoliantes e antienvelhecimento.
No entanto, os últimos dados do grupo NPD sugerem que o ano passado foi muito mais positivo para o mercado de cosmética masculina no Reino Unido. De janeiro a outubro de 2016, enquanto o mercado de cuidado facial feminino descia, o masculino crescia 2,7%. Fontes do NPD citam três razões principais para este crescimento: um crescimento de 8,3% nos tratamentos para o barbeado; uma recuperação no lançamento de produtos de cuidado capilar masculinos e uma maior procura de kits de cosmética masculina.
O fenómeno beard e a sua repercussão
Desde que a consultora Mintel sugeriu que outro fator influenciou a queda de vendas de 2015, foi tendência deixar crescer a barba. Parece que, à medida que os homens cuidavam menos do seu rosto escondido por debaixo da barba, também tinham menos vontade de usar produtos de cuidado facial. Cerca de 50% dos homens do Reino Unido deixam crescer barba na cara, algo associado à identidade hipster, como explicam fontes da empresa Estée Lauder. O homem de hoje em dia não necessita de barbear-se todos os dias: um ritual que já não se espera dele.
O fenómeno beard, que em inglês significa “barba”, continuará enquanto os homens continuem a utilizar o pelo facial como meio para dar forma ao seu rosto e a mostrar a sua personalidade. Portanto, necessitarão de produtos mais precisos, que lhes protejam da irritação do barbeado e que cuidem tanto da barba, como da pele por baixo dela, como explica Estée Lauder. Isto levou ao lançamento de hidratantes faciais e condicionadores de barbas com o propósito de melhorar a pele, uma vez que suavizam a barba, por parte de empresas como Clinique, que apresentou o novo Clinique for Men 2 in 1 Skin Hydrator & Beard Conditioner. Algo parecido aconteceu com a marca Kiehl, pertencente ao grupo L'Oréal. Durante o ano de 2016, a empresa lançou Grooming Solutions Nourishing Beard Grooming Oil, um produto com azeite de pracaxi, conhecido pelas suas propriedades hidratantes e ácido salicílico para condicionar a barba e tratar da pele debaixo dela. A marca Bulldog Skincare, adquirida por Wilkinson Sword, introduziu recentemente cremes e azeites à base de aloé, chá verde e camelina sativa para o barbeado, assim como o cuidado da barba e da pele debaixo dela. Cosméticos que parecem aliviar e tratar o desconforto da pele vermelha, coceira e a escamação.
Portanto, irão ver-se produtos pensados para todo o tipo de barbas – desde as mais incipientes, às mais largas e espessas -. Tudo isto resultará num maior cuidado facial por parte dos consumidores. Como se de um efeito dominó se tratasse, o facto de deixar crescer a barba tornou moda as tatuagens e também estilos de vida mais saudáveis e, com isto, um maior consumo de cosméticos de higiene e cuidado corporal cada vez mais especializados.
Além disso, os homens manifestam hábitos de compra mais proativos. Ou seja, adquirem cosméticos com o objetivo de prevenir problemas, mais que solucioná-los. Certo é que o setor tem sabido evoluir, adaptando-se a novas modas e necessidades dos consumidores, e gerar novas oportunidades de acordo com eles. O tempo dirá se todas estas expectativas serão consolidadas.
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