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BM Cabeleireiro > Cabeleireiro > Ulises Mesa

A DEBATE

Formação: a assinatura que continua pendente em cabeleireiro

O que melhor do que falar com um especialista acerca do que continua a ser a assinatura pendente do cabeleireiro em Espanha. Ulisses Mesa, cabeleireiro e formador, coloca os pontos nos “is” em relação à educação depois do Covid-19


13/08/2020

Como cabeleireiros a formação e a reciclagem contínua são dois dos aspetos mais importantes na hora de desenvolver o nosso trabalho e, como consequência, de dignificar o nosso trabalho. Porém, a oferta formativa disponível nem sempre persegue a qualidade nos conteúdos, priorizando-se conseguir um título em pouco tempo. Essa frugalidade em relação ao citado tempo que se dedica à aprendizagem, supõe criar profissionais com conhecimentos superficiais no aprendido. É impossível formar-se adequadamente em meses e ser um profissional competente já que ensinar e aprender requer tempo para interiorizar protocolos, técnicas e conhecimentos.

Uma reflexão necessária, saturação

O confinamento durante a pandemia supôs um auge das formações em linha e modificou a forma de aprendizagem. Originou-se um fenómeno solidário sem precedentes no qual se partilhavam conhecimentos entre companheiros em diretos ou tutoriais. Segundo Ulisses Mesa, cabeleireiro, formador e diretor de Ulisses Peluqueros a chegada da Covid-19 marcou um ponto de reflexão que torna necessário refletir sobre o papel atual das formações: "creio que agora é o momento de pensar. Ninguém sabe o que se vai passar, e continuar as formações como se fazia antes da Covid-19, na minha humilde opinião, demonstra que não aprendemos nada. Valorizo muito positivamente tudo o que se compartilhou ainda que creio que algumas dessas formações durante a pandemia não serviram para aumentar a excelência na hora de trabalhar. Muitas não forneciam nada e o que se conseguiu foi saturar o público".

Muitos profissionais apontam a que a falta de uma educação mais extensa e de qualidade dificulta encontrar profissionais que destaquem pela sua excelência, ao mesmo tempo que cria alunos desmotivados. Se o professor não transmite paixão e vocação é fácil que o estudante não se prenda ou abandone, ainda mais se o que aprende não lhe dá nada mais que um título que é papel molhado e que impede que possa trabalhar com autonomia. A experiência de Ulises Mesa leva-o a opinar: "devemos melhorar o papel de formador, e passar o protagonismo ao assistente. Nós fazermos menos e eles fazerem mais para conseguir que se envolvam. Para o fazer, como docentes, devemos ser mais humildes e ceder-lhes um espaço. Quando o fazes, surpreendes-te com pessoas que vêm com vontade de mudar as coisas".

A educação não são só conhecimentos, como também valores

Como se desenham as formações repercute em que tipo de profissionais queremos, não só no sector, mas também na sociedade. A educação não são só conhecimentos técnicos, também são valores que te devem fazer crescer como ser humano, e para isso o exemplo do professor é a melhor aprendizagem, a que não se esquece.

Muitos profissionais apontam a que a falta de uma educação mais extensa e de qualidade dificulta encontrar profissionais que se destaquem pela sua excelência ao mesmo tempo que cria alunos desmotivados.

"Como docentes, fazendo autocrítica, creio que perdemos a capacidade de surpreender. Necessitamos falar menos e provocar uma emoção, um 'ohhh'. Esta mudança de atitude em nós supõe criar uma transformação no aluno, fazê-los deixar o seu dia a dia de lado para que abram a sua mente e permitir que passem coisas. Os cabeleireiros formam-se com o ânimo de ver algo diferente e novo, mas a mudança custa sempre e há que estar predisposto a ele. A diversidade formativa em Espanha é muito deficiente, como em quase todos os campos educativos deste país. Sem dúvida alguma que a educação necessita urgentemente de uma mudança de paradigma, há mais de 8 milhões de docentes e destes, mais de 1,2 milhões têm fracasso académico. E isto ocorre seguramente mais no nosso setor", explica Ulises Mesa.
Normalmente a disposição até a aprendizagem é o que marca o êxito e em ocasiões é o formador o que deve romper com reticências, contar com um aluno motivado dá força ao grupo e se souber potenciar-se, ajuda a involucrar o resto.

Outro dos aspetos sobre os quais há que trabalhar é conseguir que os profissionais se formem em outras áreas de cabeleireiro mais além das clássicas do corte e cor. A gestão de negócio e das equipas são também pilares do êxito de um salão. Assim o afirma Ulises Mesa: "deveríamos aprender a gerir as relações pessoais, e também a estar presente e não constantemente a rever o passado ou a imaginar cenários futuros. E outro dos aspetos que acho que deveríamos melhorar os profissionais espanhóis é aprender a valorizar-nos mais frente ao público. Neste momento temos a oportunidade de ouro que possivelmente não voltaremos a ter".

 
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