Porosidade do cabelo, como identificar e atuar
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Oferecer à tua cliente e manter sempre nela um cabelo saudável, forte e bonito e também alcançar a definição perfeita por mais tempo da textura e o penteado, não só questão de habilidade e produtos, como de conhecimento.
Neste trabalho, conhecer cada cabelo, é a tua tarefa.
Uma lição e aprendizagem que não só necessita do tempo e experiência, como do domínio das regras básicas da que és tu a matéria-prima. E onde saber identificar o grau de porosidade do cabelo é vital para o teu desempenho.
Assim, vamos começar desde o princípio, o que nos remete à revisão de algumas noções básicas.
O cabelo e a sua estrutura
O cabelo está formado pela raíz que não vemos porque está baixo o couro cabeludo e o talo, o qual é o cabelo que apreciamos depois da pele.
O talo tem 3 partes:
- A medula, que é a parte mais interna.
- O córtex, que é a parte central e maior.
- E a cutícula, que é a parte externa do cabelo, ou seja, a protetora: é importante que se encontre saudável porque dela depende o aspeto do nosso cabelo, o seu brilho, suavidade e hidratação.
A partir de aqui nos centraremos na zona externa, a qual tem forma de escamas e da qual depende, como já adiantámos, o aspeto do cabelo, sendo a camada mais exposta ao dano do sol, o calor de pranchas e secadores, os agentes medio-ambientais, etc.
Porosidade do cabelo, definição
Ao falar de porosidade estamos a referir-nos à capacidade que tem o cabelo de absorver a hidratação e de mantê-la dentro, esta capacidade vai estar ligada e depende diretamente da disposição das escamas da cutícula uma sobre outra e também de que tão abertas estejam ou não.
Tal e como nos adianta Ziortza Zarauza, uma das figuras mais reconhecidas do cabeleireiro de Espanha, especialista estilista e formadora do Centro Beta (San Sebastián, Gipuzkoa), “o conceito de porosidade está intimamente ligado ao de permeabilidade. Quanto mais saudável é o cabelo, menos permeável e menos poroso é”.
“Há sintomas muito claros para identificar a porosidade”, explica-nos a própria Ziortza, que enumera os principais:
- Aspeto mate e geralmente mais claro que o tom principal.
- Frágil, quebradiço e as pontas abertas.
- Em molhado, aumenta desproporcionadamente a sua elasticidade (efeito “chicle”), provocando a rutura.
Necessidade de diagnóstico
Por sua parte, Marta Cabrejas Lambistos do salão Studio53 em Saragoça, descreve-nos como proceder na hora de identificar um cabelo poroso ou não. “Algo que sempre fazemos no nosso salão desde o diagnóstico prévio” – adianta.
Assim que de modo prévio a qualquer processo técnico, necessita-se saber quão poroso ou não é o cabelo. Poderás conhecê-lo e segundo Marta, através de três procedimentos:
- O tato, “porque o cabelo está mais áspero, já que a sua cutícula é hidrófila, ou seja, expande-se e contrai-se em função da humidade que tenha”.
- La vista. A estilista Marta Cabrejas descreve como “em ocasiões, de volta das férias, observamos que o cabelo das nossas clientes tem uma ligeira e às vezes não tão ligeira degradação de cor; ou seja, de mais escuro em raiz, a mais claro em pontas, ou simplesmente quando há um abuso na utilização de pranchas/modeladores”.
- Também se poderia realizar uma prova de densidade, “utilizando um copo de cristal, água e um fio de cabelo. Segundo se vai ao fundo ou não e segundo que velocidade, identificaríamos o grau de porosidade”.
Como conhecer o tipo de porosidade do cabelo (a prova do copo)
Ana Quézia do salão Brazil Beauty Concept em Madrid, declara: “desde a simples visualização, com o tato ou a penteabilidade poderíamos saber se um cabelo é poroso. Mas para orientarmos sobre o grau de porosidade, a falta de microscópio, podemos colocar um cabelo limpo e seco num copo de água e observar se flutua, se submerge ou descende muito pouco a pouco”.
“Se não se funde – continua a especialista – trata-se de um cabelo de baixa porosidade, as suas escamas estão fechadas e não permitem que entre a humidade. Se chega até ao fundo é um cabelo poroso, absorve humidade e isso é o que estraga. Se está entre um e outro é um cabelo de média porosidade, pelo que podemos hidrata-lo com êxito sem risco de expulsar a hidratação com igual facilidade”.
A prova do copo.
Num copo de água a temperatura ambiente vais colocar um fio de cabelo inteiro, que tinha caído desde a raiz, e que esteja limpa, ou seja, sem cremes ou óleos. Deixa-o entre 2 a 4 minutos e observa a sua reação:
- Se o cabelo flutua, em nenhum momento vai ao fundo do copo, a porosidade é baixa, ou seja, a humidade não entra devido às cutículas fechadas.
- Se o cabelo vai ao fundo pouco a pouco, observas uma parte que flutua e outra que se funde, a porosidade do cabelo é média, ou seja, é a ideal.
- Se o cabelo vai imediatamente ao fundo desde o momento em que o colocas na água ou muito rapidamente, a porosidade é alta, ou seja, as cutículas estão completamente abertas, mas assim como facilmente absorve a humidade assim de fácil também a deixará sair.
Tipo de porosidade do nosso cabelo e consequências
» POROSIDADE BAIXA.
As escamas da cutícula estão muito fechadas e não permitem o fácil ingresso da hidratação, este é um processo lento e difícil para o cabelo, portanto há secura e maior possibilidade de que o cabelo se frature.
Como cuidar do cabelo de porosidade baixa?
Ao ser um cabelo com cutículas fechadas com maior dificuldade para manter a humidade, o ideal é usar produtos que produzam um alto nível de hidratação. As máscaras específicas, sem proteínas, são ideais, aplicadas com um pouco de calor durante o tratamento para ajudar a abrir as cutículas.
» POROSIDADE MÉDIA.
As escamas da cutícula são flexíveis e permitem a inserção da hidratação, estas encontram-se numa disposição que mantêm a hidratação dentro da fibra capilar.
Como cuidar do cabelo de porosidade média?
Podes usar produtos com proteínas cada duas ou três semanas, geralmente quase todos os produtos naturais são bons para este tipo de cabelo.
» POROSIDADE ALTA.
As escamas estão completamente abertas portanto a hidratação entra mas também sai com facilidade, estes são so tipos de cabelo que são hidratados mas em pouco tempo perdem toda a humidade e voltam a ressecar. Geralmente cabelos tratados com químicos podem apresentar esta porosidade.
Como cuidar o cabelo de porosidade alta?
Deves trata-lo com máscaras ricas em proteínas como o ovo, iogurte, abacate, a qual podes aplicar duas vezes ao mês ou mais se vês que o resultado é bom, uma vez que laves o cabelo com champô, aplica um creme de hidratação intensiva, a cliente pode usá-la diariamente se o desejas.
Conselho especialista.
Marta Cabreja aconselha a recuperar o cabelo altamente poroso “com tratamentos nutritivos. A mais dano, mais quantidade de proteína. Que contenham aminoácidos e uma parte de hidratação”.
“Devemos preencher o cabelo desde cocktail, em função das suas necessidades, para que assim seja mais flexível, suave e brilhante, ao mesmo tempo reparado, saudável e ter maior durabilidade por exemplo na coloração”, aconselha a estilista.
Por sua parte, Ana Quézia, e partindo de que “a hidratação e a saúde dos cabelos depende diretamente do grau de porosidade dos mesmos”, recomenda alguns dos seus produtos fetiche para estes casos. “No nosso salão, e assim deveria ser sempre em qualquer cabeleireiro, é uma prioridade normalizar a porosidade dos cabelos. Personalizar o tratamento é a chave e os tratamentos Tanino Therapy permitem-no. As terapias “Chemical Control” para equilibrar o pH e as que incorporam Cuticle’s Multi Functions são um verdadeiro êxito entre as nossas clientes”.
Como atuar frente a uma coloração e/ou descoloração num cabelo castigado
Como vimos e tu já sabes, dependendo do grau de porosidade do cabelo enfrentar um coloração ou descoloração do cabelo poderia resultar numa tarefa de envergadura que nos faz chegar aos resultados desejados tanto no nosso caso como o da nossa cliente.
José Suárez, de Florent Suarez Cabeleireiros, A Corunha, Embaixador Montibello, enumera-nos as principais fases do processo de descoloração no salão de cabeleireiro. “O primordial na hora de enfrentarmos um serviço de descoloração, é um bom diagnóstico”, coincide com o resto.
E não apenas isso, como José, como especialista cabeleireiro, vai mais além e toma medidas: “por um lado valorizamos as expectativas que tem o cliente e confrontamo-las com a qualidade do seu cabelo. Se o seu cabelo não apresenta os parâmetros ideais de elasticidade, qualidade, porosidade, etc., necessários para conseguir os objetivos desejados, devemos sabê-lo. Isto é fundamental já que não vamos poder cumprir os seus desejos, dado que o seu cabelo sofreria e para nós o cabelo é o principal. Em 98% dos casos, o cliente continua a seguir o nosso conselho, já seja para preparar o seu cabelo para num futuro poder enfrentar o trabalho, ou no caso de que o cabelo esteja em condições, tomar as medidas necessárias para que continue a ser assim, com os tratamentos e produtos adequados e recomendados”.
Outra das famosas embaixadoras da firma de cosmética capilar profissional Montibello, Ziortza Zarauza, descreve como atuar frente a um trabalho técnico de cor no salão segundo a qualidade do cabelo, dando-nos a sua própria experiência e alguns conselhos a ter em conta.
“Como resultado de um bom diagnóstico localizam-se as zonas ou áreas mais conflituosas desde o ponto de vista do estado do cabelo. Uma técnica que dá resultados muito positivos – assegura Ziortza – consiste na aplicação de dois tipos de coloração; uma, nas zonas de cabelo saudável e outra, sem amoníaco, veganas, etc., que além de dar cor, restauram a estrutura do cabelo conseguindo um resultado extraordinário. É o caso de éclat de Montibello, coloração semi-permanente de pH ácido que transforma a cor num tratamento”.
No salão de Marta Cabrejas, pela sua parte, trabalham “com tratamentos orgânicos que em função de cada caso possam dar mais nutrição, reparação ou hidratação. Primeiro temos que observar que nível de dano tem esse cabelo. No caso de que esteja muito danificado teríamos que recuperar essa fibra para equilibrar a porosidade, para assim alcançar mais durabilidade na coloração além de um ótimo resultado”.
O segundo passo, fundamental, e em palavras da própria Marta, “é saber que tipo de coloração temos que utilizar. No nosso salão, adoramos as técnicas de colorimetria, já que cada uma das nossas clientes é única. Podemos aplicar em raízes uma formulação desde 10 a 40 volumes (dependendo de cada caso) e usar outro tipo de pigmentos ácidos mais suaves em médios e pontas, para dar brilho e cor ao cabelo, já que a naturalidade da cor prima nos nossos trabalhos”.
Ana Quéiza, adverte: “os cabelos castigados habitualmente são porosos. De não ser assim podemos desconfiar e que estejam siliconados ou com alguma keratina que os impermeabiliza. É uma garantia antes de fazer uma cor perfeita, proceder com um protocolo detoxificante, por exemplo, o Resert de Tanino Therapy de Salvatore Cosméticos”.
“Uma boa coloração profissional fará o resto para conseguir uma cor perfeita, radiante e saudável. Pela minha experiência – continua Quéiza – recomendo a linha Chromoplus de Rica”.
“Em relação aos trabalhos de descoloração que realizamos no Brazil Beauty Concept, adiantar que são a nossa especialidade”, assegura Ana. “Neste sentido, um dos requisitos essenciais de um trabalho impactante no seu final é a prova prévia de madeixa como garantia de que a fibra tolera saudavelmente o processo. De não ser assim, recomendamos um tratamento prévio para reforçar a fibra com o tratamento Blonde Repair System de Tanino Therapy”.
Pela sua parte, o estilista José Suarez, antes de um processo de descoloração, faz especial finca-pé no diagnóstico e reitera a necessidade do diálogo prévio com o cliente.
“Gostamos de perguntar aos nossos clientes de que maneira e como cuidam do cabelo”, explica Suárez. “Desde a sua rotina de lavagem até que tipo de ferramentas utilizam para isso. Assim, saberemos também, e por exemplo, se continuarão com uma rotina de cuidados em casa e no salão quando realizem a aclaração, fundamental para a fidelização”.
Como o resto dos seus companheiros, José coincide que frente a um processo técnico deste tipo, “tudo dependerá do cuidado e da porosidade do cabelo. Às vezes em vez de oferecer uma mudança drástica, fazemos mais progressivo. Ou seja, tratando tanto no salão como em casa o cabelo e aos dois ou três meses, ao realizar o trabalho técnico.
Desta forma asseguramo-nos de que esse cabelo não sofre (um guia que deveria ser para todo o cabeleireiro), mantém-se elástico e antes de tudo, cuidado”.
Suárez tem-no claro. O seu produto fetiche: “Sliaplex de Montibello. Dá-nos a possibilidade de poder devolver ao cabelo, com o tratamento necessário, as condições ideais para poder realizar o serviço que desejamos, e uma vez recuperado, incorporá-lo nos nossos serviços de descoloração para que o cabelo não volte a perder a sua textura”.
Assim já sabes, profissional cabeleireiro, cabeleireira: a porosidade do cabelo medirá os resultados dos teus processos técnicos. Por isso é fundamental conhecê-lo tudo do mesmo e eleger o produto que o trate, preserve e embeleça.
Aqui está o nosso guia! Mas não duvides em consultar nas nossas páginas, tudo sobre produtos, cosméticos, notícias e novidades do cabelo e cabeleireiro. Em Beautymarket.es contamos tudo e temos tudo, protagonistas incluídos, do cabeleireiro e cabelo.
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