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CONSUMO

E-commerce e aceleração do cocooning, a beleza pós Covid-19

Alex Vallbona, presidente de Birchbox Europa, dá-nos as chaves da nova etapa pós Covid-19 no setor da beleza, onde o e-commerce tem a palavra


25/06/2020

A crise sanitária em que nos encontramos atualmente supôs um antes e um depois para todos, sem exceção. Encontramo-nos num momento de incerteza, crise e mudanças. O confinamento apanhou-nos de surpresa e deixou-nos dois grandes protagonistas: o lar e o e-commerce.

As duas tendências que prevalecem depois do Covid-19, o lar e o e-commerce

Cada vez mais temos a necessidade de desconetar e realizar atividades num ambiente de ócio tranquilo e seguro. As circunstâncias empurram-nos a refugiar-nos no nosso lar e procurar ambientes em que nos sintamos cómodos fugindo de um mundo exterior que percebemos que está cada vez mais acelerado, agressivo e imperecível. Levamos anos a preparar-nos e, a pandemia do Covid-19 não fez mais que acelerar uma tendência que já tínhamos previsto em 2012; o cocooning. Uma tendência em alta de querer sair menos de casa e viver mais experiências dentro do nosso lar.

Esta prática acentuou-se, ainda mais, com a extensão da tecnologia e o uso da internet. O certo é que cada vez é mais fácil disfrutar do prazer de estar em casa com todas as comodidades possíveis. Podemos realizar todas aquelas atividades que antes costumávamos fazer fora de casa; as consolas tornam-nos seres conectados ainda que já não saiamos à rua para jogar; cada vez vamos menos ao cinema porque temos todas as opções no lar com grandes ecrãs e numerosas séries, filmes, podcast... E em relação à restauração, contamos com aparelhos que nos permitem realizar pratos mais elaborados ou até pedir comida ao domicilio; podemos formar-nos graças ao e-learning ao nosso ritmo e sem nos deslocarmos; somos capazes de socializar com centenas, milhares de pessoas graças às redes sociais; e assim, teletrabalhar ainda que muitas empresas fossem obrigadas a implantar de forma urgente e a marchas forçadas, mas foi possível. Assim, cabe destacar o aumento de negócios on-line o que supõe uma maior comodidade para o consumidor final.

E o que está a ocorrer no mundo da cosmética e do cuidado pessoal? Este é também um claro exemplo de como os consumidores necessitam sair menos dos seus lares para disfrutar de tratamentos ou testar produtos e, sobretudo, cuidar de si.

"O exemplo de Birchbox nestes dois últimos meses é impactante, alcançámos números record nos nossos resultados: um aumento de mais de 50% nas novas subscritoras e um aumento de mais de 150% nas vendas da nossa loja on-line", explica Alex Vallbona, presidente de Birchbox Europa.

As circunstâncias atuais não fizeram mais do que acelerar e, sobretudo, forçar-nos a adotar esta tendência: lar, autocuidado, tecnologia, 'e-commerce'... explica Alex Vallbona.

"O nosso modelo de negócio, ao ser 100% online, jogou um papel fundamental mas não se pode esquecer que para poder chegar às nossas consumidoras deve-se unir ao fator tecnologia e à tendência da que temos falado: o nosso lar e dispor do nosso tempo para nos cuidarmos", explica Vallbona.

Assim o comprovou também a população em geral nestes meses de confinamento obrigatório. Segundo Alex Vallbona, "ao ter aumentado o tempo nas nossas tivemos mais tempo para nós e as nossas consumidoras optaram por investir esse tempo em cuidar-se mais, tal como vimos refletido nas nossas vendas. Aumentaram-se imenso algumas categorias que nos fazem ter consciência de nós mesmos e são básicas para o nosso bem-estar".

Que mudanças se prevêm neste setor da beleza na era pós Covid-19?

Temos que nos esquecer das provas dos produtos - os testers - em tendas físicas, em centros comerciais, em cadeias de cosméticos, etc. Os retalhistas estão a apostar pela Inteligência Artificial permitindo a prova digital dos produtos (maquilhagem especialmente) por meio da realidade aumentada. "Desta forma dá-se uma solução, na nossa opinião fica a meio caminho, dado que a consumidora pode ver o efeito do produto mas perde-se a experiência sensorial, um fator muito importante e decisivo na hora de adquirir novos produtos cosméticos", opina o especialista.

O aumento das compras on-line e a dificuldade para testar os produtos cosméticos in situ devido às medidas de segurança e

higiene, farão com que o e-commerce se consolide cada vez mais. Tanto como primeira opção para descobrir produtos de maquilhagem, cuidado facial, corporal ou capilar como, no caso do modelo por subscrição, para testar produtos de forma totalmente segura em casa e poder comprá-los depois.

Encontramo-nos num momento de incerteza, crise e mudanças. O confinamento apanhou-nos de surpresa e deixou-nos dois grandes protagonistas: o lar e o 'e-commerce'.

"Nesse sentido, da Birchbox temos muito caminho recorrido, já que temos sido os pioneiros neste campo: deslocando a prova de produtos ao lar. A subscritora recebe uma seleção de produtos personalizados em casa, testa-os e decide, na tranquilidade do seu lar, que produtos quer comprar", assegura o presidente da firma, Alex Vallbona.

As circunstâncias atuais não fizeram mais que acelerar e, sobretudo, forçar-nos a adotar esta tendência: lar, autocuidado, tecnologia, e-commerce...

E o que se vai passar agora? Mantêm-se estes hábitos que, em muitos casos, adquirimos de forma obrigatória nestes meses? "A resposta é, na minha opinião, afirmativa já que não há marca atrás para a digitalização e pus em marcha a grande velocidade de aproveitar. O e-commerce acelerou em todos os setores como pudemos ver nas estatísticas que falam de uma penetração, nos últimos anos, de 1% anual a um avanço digital nas oito últimas semanas, equiparável ao que houve nos últimos 10 anos".

"Graças a esta situação excecional pudemos analisar como queremos ser como empresa e que queremos dar à sociedade em que operamos". Somos responsáveis? Somos sustentáveis? São os valores que nos representam? E sobretudo: que aprendemos desta crise sanitária e económica? "Como empresa aprendemos muitíssimo: a importância da gestão correta de petições das nossas consumidoras, a reposição de inventário depois das ruturas de stock até à envergadura de contar com um sistema de entrega online que seja seguro e adequado à procura atual", finaliza.

 
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