A atriz mexicana Eiza González criticou uma publicação Univision Entretenimento em que se comparava o seu rosto ao natural com o maquilhado. Em concreto, para a Univision Entretenimento esta era, ao parecer, uma notícia que era significativa quando, segundo a sua opinião, "as mulheres têm que usar maquilhagem para alcançar o standard cultural de beleza". Algo que a todos parece ser uma apreciação "machista".

Alicia Keys, a bandeira do não à maquilhagem

Eiza não é a primeira celebridade que se soma ao movimento #NoMakeup. Muito nomeada foi o caso de Alicia Keys que em 2016 abandeirou o dito movimento, aparecendo em numerosas fotos das redes sociais sem maquilhagem, ao que se somaram outras mulheres famosas.
As celebridades ao romperem com este padrão estético, envia-se uma mensagem de "autenticidade" que contrasta com o modelo de beleza imposto pela publicidade e com as opiniões vertidas pela Univisión contra Eiza González por difundir a sua imagem ao natural e sem maquilhagem.

"Perdão, as mulheres têm que estar no plano de perfeição sempre ou perde-se a ilusão?", perguntou Eiza no Twitter depois da galeria realizada pela Univisión Entretenimento, mostrando como é com e sem maquilhagem. Conteúdo que qualificou de "mentalidade machista". A sua pergunta encaixa portanto perfeitamente dentro do #NoMakeup quando Alicia Keys declarou que deixara de usar cosméticos. Assim, Keys assinalou que era frustrante ter que seguir com o cânone de beleza que se impõe no mercado. "Lavaram o cérebro da mulher para fazê-la sentir-se que tem que ser magra, sexy, desejável ou perfeita". Depois dela seguiram-se outras famosas como Salma Hayek, Penélope Cruz, Sofia Vergara, Taylor Swift ou Cameron Diaz. Estas famosas, longe de ocultar a sua cara lavada, usaram-no como reivindicação da beleza feminina.

Julia Roberts também opinou recentemente sobre a necessidade de que se veja a beleza natural das mulheres. "Tapamos os nossos rostos com toneladas de maquilhagem. Pomos bótox e matamo-nos de fome para ter o tamanho ideal. Tratamos de reparar algo, mas não se pode consertar o que não se vê. É a alma a que necessita de cirurgia. Chegou a hora de nos levantarmos".

Tudo se enlaça com outra polémica, a da imagem distorcida da que se vê no Instagram maioritariamente e que induz a casos extremos de cirurgias e similares a mulheres e homens ainda adolescentes, quase crianças.









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