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Segundo um estudo da universidade de Harvard, liderado pelos economistas Markus Mobius e Tanya Rosenblat, o atrativo físico traduz-se no que denominam como Beauty Premium, o mesmo que um plus de salário que pode oscilar entre uns 10% e uns 15% e que permite gastar mais na beleza. A indústria da beleza está em alta e cada dia descobre novos nichos de mercado até agora pouco explorados, como o homem, os millennials ou o mercado halal (segundo o portal Business of Fashion, os muçulmanos gastam mais de 46.200 milhões de dólares em produtos de belezam cifra que poderia chegar a superar os 74.200 em 2019.
México, o número 12 do mundo
México é um claro representante. De acordo com dados do Euromonitor Internacional, a indústria da beleza e o cuidado pessoal manterá o seu ritmo de crescimento, até 2019, m torno de 11% a preços constantes (sem incluir inflação), de forma que, apenas no México, o valor deste mercado podia alcançar um valor superior aos 154.000 milhões de pesos (ou mais, segundo a câmara Nacional da Indústria de Produtos Cosméticos do México, Canipec, a qual valoriza a indústria da beleza neste país em torno dos 9.000 milhões de dólares), colocando o mercado mexicano no lugar 12 do mundo, com interessantes perspetivas de crescimento. "Nos próximos anos, espera-se que a indústria de beleza e cuidado pessoal mostre uma taxa de crescimento, em valor a preços constantes, mais baixa que nos anos anteriores, mas igualmente positiva", comenta Sean Kreidler, gerente de investigação em Euromonitor International. "Os produtos para proteção solar, depilatórios e outros específicos para homens serão algumas das categorias de mais rápido crescimento e mostrarão um melhor desempenho que o promedio da indústria total de beleza e cuidado pessoal", assinala.
O mercado da beleza premium também teve um crescimento forte nos últimos anos. Em 2015, registou um aumento de 15% segundo um estudo de NPD Group, o que supõe um aumento superior ao os EUA (14%) ou Europa (8%). Esta empresa de investigação considera que a maquilhagem é o grande motor, com 23% das vendas. Nesta categoria, as vendas dos batons aumentaram mais de 50%. Os perfumes também cresceram a duplo dígito graças a resultados positivos na divisão de fragrâncias clássicas para mulheres e o lançamento de êxito de novas coleções para homens. A categoria de produtos de cuidado para a pele teve um crescimento de 6% devido à entrada de novas marcas de prestígio no mercado mexicano.
Olhar nas exportações
Segundo Canipec, em 2016 gerou-se um excedente de 1.065,3 milhões de dólares, convertendo-se num importante exportador (exportaram-se 2.561,7 milhões de dólares contra 1.496 milhões de dólares em importações; ou seja, por cada mercadoria que se produz para o mercado interno, dois são para exportar), ainda que a situação económica do país tenha, nos últimos anos, notáveis flutuações que influíram na sua balança comercial. Mas, depois da firma de diversos acordos reguladores, como o anexo de Cooperação Regulatória para os produtos cosméticos sob o marco da Aliança do Pacífico, que mitiga as frações tarifárias do setor; ou a finalização das negociações do TPP (Acordo Estratégico Traspacífico de Associação Económica), conseguiu diversificar as exportações mais além dos EUA, ao resto da América Latina e o Caribe.
Segundo Carlos Fuentes Arriaga, diretor executivo de Promoção Internacional ProMéxico, "os mercados latino-americanos têm muitas similitudes com o México: no idioma, o nível de sofisticação dos mercados, os gostos do consumidor e o tipo de normas por cumprir. Apesar de que cada país tenha as suas particularidades e leis próprias, estamos familiarizados com os processos nestes mercados". A isso se adiciona que os países da América Latina e o Caribe são importadores netos de insumos intermédios e bens de consumo no setor da beleza, o que representa oportunidades de potenciais clientes para as empresas mexianas que querem diversificar as suas exportações na região.
Giselle Segovia Ramos, diretora de Relações Institucionais de Canipec, assinala que "ao ter aqui as empresas, o México torna-se numa interessante plataforma exportadora. Na América Latina detém o primeiro lugar em exportações de produtos cosméticos, por cima até do Brasil. México é um destino atrativo para a inversão e o estabelecimento de plantas produtoras de cosméticos e artigos de cuidado pessoal. Isto permite que o consumidor possa adquirir uma ampla gama de produtos. Além disso, fortalece a competitividade do país e a criação de empregos". Na atualidade, já seja de maneira direta ou indireta, mais de 250.000 pessoas dependem deste setor. Mas é uma cifra que cresce todos os anos. Porque a beleza, além de uma questão cosmética, também é uma questão de estado.
Os millennial, o objetivo e o motor
Em 2015, as vendas de produtos antienvelhecimento baixaram pela primeira vez em muitos anos, convertendo a tendência da última década, quando os produtos especializados em combater as linhas de expressão e primeiras rugas tinham sido os mais procurados. A razão? A nova filosofia de auto-aceitação dos millennials, que ameaça mudar completamente os paradigmas da indústria. Segundo Karen Gran, analista global da indústria da beleza para The NPD Group, "trata-se menos de se dar por vencido que de aceitar quem és, o que és e como te vês, sem sentir que tens que entrar em algum molde". Mas isso não é tudo: a cultura millennial foi montando uma nova filosofia dentro do mundo do luxo (See now, buy now) que persegue a satisfação imediata. Enquanto a venda de cremes com resultados a longo prazo desceu, a da maquilhagem aumentou 13%. Uma nova frente que a indústria da beleza se dispõe a conquistar.
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