Novo tratamento com células estaminais para regeneração da pele após queimaduras graves
Desenvolvido na Venezuela, no Hospital Coromoto, este tratamento tem por base células extraídas da medula óssea, que permite a regeneração da pele após queimaduras graves evitando enxertos.
-
Estão a chegar os Portugal Beauty Awards
Os prémios nacionais que celebram o que realmente marcou a Beleza em Portugal
-
New Even: a nova linha oxigenante e renovadora para peles baças e asfixiadas
A Anubis Cosmetics lança New Even, uma linha inovadora oxigenante e renovadora criada para devolver luminosidade, vitalidade e uniformidade às peles baças e envelhecidas prematuramente
-
Adeus à pele seca com o novo Sérum SOS Sécheresse, da Vitry
A Vitry apresenta o Sérum SOS Sécheresse, um tratamento intensivo que acalma, hidrata e reforça a pele face à secura extrema do inverno
-
mesoestetic® Pharma Group impulsiona o microneedling com axion e os novos c.prof
mesoestetic® Pharma Group apresenta o 'axion', o seu primeiro 'energy-based device' para microneedling profissional, juntamente com novos cocktails 'c.prof' com tecnologia 'mesoxome®'
-
A beleza do futuro já não é imediata: é preditiva, muscular e postural
Longevidade, postura e sistema nervoso redefinem a estética avançada em 2026
-
PFAS: o fim de uma era na cosmética e o início de uma estética mais consciente
A proibição dos chamados 'químicos eternos' obriga o setor da beleza a repensar fórmulas e valores, abrindo caminho a uma cosmética mais segura e responsável
-
CONCURSO BEAUTY MARKET ESTÉTICA
Beauty Market e mesoestetic® estão a oferecer 6 pacotes de produtos mesoprotech®, proteção solar de largo espectro com a máxima eficaci
Tecnologias avançadas e novos formatos que facilitam a aplicação e maximizam a eficácia dos seus produtos
As queimaduras são lesões em que pode tornar-se necessário recorrer a enxertos, dependendo do seu grau de profundidade. Em casos de queimaduras graves profundas, será necessário recorrer a cirurgia colocando-se enxertos de pele na área lesada para ajudar a regenerar o tecido danificado. Contudo, em casos de largas áreas afetadas, os enxertos podem não ser suficientes para cobrir toda a área lesada. Isto promove um maior tempo de recuperação e possíveis infeções.
Tipos de queimaduras
Existem diferentes tipos de queimaduras. As de primeiro grau, também chamadas de queimaduras superficiais, envolvem apenas a epiderme, a camada mais superficial da pele. Os sintomas são intensa dor e vermelhidão local e geralmente melhora após 3 a 6 dias, não deixando sequelas.
As queimaduras de 2º grau superficial apanha a epiderme e a parte mais superficial da derme aparecendo bolhas, enquanto que as de 2º grau profundas acometem toda a derme, havendo o risco de destruição das terminações nervosas da pele.
Já as queimaduras de 3º grau são profundas atingindo toda a derme e tecidos cutâneos, com a destruição total de nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos, podendo até atingir os músculos e estruturas ósseas. Para a sua recuperação e tratamento são necessárias cirurgias, com enxertos.
As queimaduras são consideradas graves quando:
- Mais de 20% da superfície corporal de um adulto com queimaduras de 2º grau
- Mais de 10% da superfície corporal de uma criança ou idoso com queimaduras de 2º grau
- Mais de 5% da superfície corporal com queimaduras de 3º grau.
Todas as queimaduras graves (2º e 3º grau), dependendo da percentagem de área corporal afetada, promovem uma recuperação lenta que provoca, além de extrema dor à vítima, muitas vezes infeções devido à falta da barreira protetora que a pele concede ao corpo.
O tratamento
Para diminuir o tempo de tratamento e recuperação dos pacientes com queimaduras graves, os investigadores do hospital privado Coromoto, na Venezuela, desenvolveram um tratamento de regeneração da pele através de células estaminais da medula óssea. O tratamento consiste na adição de um reagente nas células estaminais que se transforma num gel. De seguida, o mesmo é aplicado na zona queimada da pele, promovendo uma regeneração mais rápida da pele lesada.
Este tratamento foi realizado em crianças com 2, 4 e 6 anos com queimaduras graves em 2016 e, já este ano, foram realizados testes numa criança de 10 anos com queimaduras de 2º grau em 60% do corpo e num adulto de 72 anos. Todos os resultados foram positivos e a equipa de investigadores prevê a utilização deste tratamento por mais 30 pessoas. Um grande passo para a medicina mundial que evita a propagação de infeções como reduz o tempo de recuperação dos pacientes.
Recomendamos















